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  • muriloscorisa

Geração distribuída vs Geração centralizada

Como o leitor já sabe, a IURIS é uma empresa que trabalha exclusivamente com energia solar fotovoltaica. O que o leitor talvez não saiba, é que trabalhamos em um segmento muito específico dessa tecnologia - a chamada geração distribuída. O que o leitor muito provavelmente não sabe, é que além de permitir que pessoas comuns gerarem sua própria energia limpa, a geração distribuída é um conceito mais amplo sobre a maneira como geramos nossa energia.

Geração centralizada Para entender o grande avanço que a geração distribuída representa, é necessário entender primeiro o conceito tradicional de geração de energia: a geração centralizada. Em linhas gerais, a geração de energia é realizada em grandes usinas (termoelétricas, nucleares, hidroelétricas, etc.) e conduzida por linhas de transmissão e distribuição até os pontos de consumo (casas, indústrias, iluminação pública, etc). Um dos principais problemas desse modelo é justamente o fato de que, durante essa condução da energia, há muitas perdas nos cabos, subestações, transformadores, etc.

Se formos para o lado socioeconômico da coisa, é intuitivo concluir que somente grandes empresas e grupos detém o porte necessário para tamanhas operações e investimentos. Ou seja, a geração e transmissão de energia sempre esteve na mão de poucos. Geração distribuída

Aqui chegamos enfim à nossa querida geração distribuída. Um conceito mais eficiente, moderno e igualitário de geração. A grande ideia é a de que, com os avanços tecnológicos (alô, fotovoltaica), pessoas e empresas possam gerar sua própria energia, interconectadas à rede de distribuição já existente. Com isso, esses geradores distribuídos pela rede podem, além de atender suas próprias demandas energéticas, fornecer excedentes de energia que são consumidos localmente por sua vizinhança. Nessa altura o leitor já deve ter ligado os pontos: se a geração é espalhada pela rede, e a energia não precisa viajar longas distâncias, teremos menos perdas! Bingo! Também é importante observar que esse novo modelo de geração é mais democrático, e permite que pessoas comuns possam investir e ter excelentes retornos com a geração de energia elétrica, um segmento até então exclusivo dos grandes grupos econômicos.


Desafios

Ok, geração distribuída é tudo de bom, mas isso não quer dizer que não existam desafios para a ampliação desse modelo. Especialmente pelo fato de que a principal fonte energética que vem sendo utilizada (disparado) é a energia solar fotovoltaica. Veja, embora seja uma energia limpa, sem barulho, longeva e confiável, a energia fotovoltaica on-grid é essencialmente intermitente. Ou seja, não é uma geração contínua ou despachável. Se tem sol, tem energia, se não é preciso utilizar a energia comum da rede. Tecnicamente falando, as redes foram projetadas para a geração centralizada, onde o caminho que a energia percorre é sempre o mesmo, da geração para o consumo. Isso torna as manobras da rede mais previsíveis para atender demandas variáveis. Com o avanço da geração distribuída fotovoltaica serão necessários investimentos para adequar as redes para operarem com ambos modelos de geração -por exemplo as smart grids.


Para concluir, a energia solar fotovoltaica é a principal protagonista no modelo de geração distribuída, principalmente por ser muito bem adequada aos ambientes urbanos, onde está o maior consumo de energia. A queda dos preços e a evolução da tecnologia nos últimos anos também foram decisivas para a disseminação do modelo. O mais importante a saber é que, além dos benefícios diretos ao consumidor (leia-se contas de energia mais baratas), a instalação de um sistema fotovoltaico on-grid contribui com um modelo de geração de energia mais moderno, eficiente e democrático!

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